Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
  Alana Agra
 Nelson Sá e Lenise Pinheiro
 Débora Ferraz (contos)
 Alberto Guzik
 Bortollotto
 Gerald Thomas
 Linaldo Guedes
 Ricardo Oliveira
 Ivam Cabral
 Esyath Barret
  Anakan Rupert Agra
 Anália Adriana
 Teatro Pernambucano
 Espanha- El Pais
 Espanha- Diario Vasco
 Argentina- El Clarin
 Argentina - La Razon
 Colômbia - El Tiempo
 Colombia- El Mundo
 Bolívia- La Razón
 Bolívia - Los Tiempos
 Venezuela - El Universal
 Venezuela - El Impulso
 Peru - Expreso
 Peru - El Comercio
 Uruguai - La Republica
 Uruguai- El Pais
 Itália- Corriere della Sera
 Itália- ht La repubblica
 Inglaterra- The Guardian
 Portugal_ Jornal de Notícias
 México- El Universal
 revista Bacante
 sérgio com sálvia
 Erika Riedel
 Renato Félix
 Rachel Coelho
 Cecília Borges
 Rinaldo Fernandes
 Amador Ribeiro Neto
 Daniel Brito
 André Cananéa
 Luiz Carlos Merten
 Gilmara Dias
 Emilhano




DESLIGUEM SEUS CELULARES
 


BOSSA DE BOLSO

Ida ao shopping. Impossível não ir à livraria. Ir à livraria, impossível não comprar ao menos um livro.Sempre tive preconceito com livro de bolso. Não quero investigar as razões disso. Com o bolso doendo, pus o preconceito de lado e comprei "Chega de Saudade", do Ruy Castro.

Não sabia desta edição, de bolso, que a Companhia das Letras lançara.Na verdade, eu tinha folheado um volume de crônicas de Salman Rushdie, primeiro escritor internacional de quem eu ouvi falar, não por sua literatura, mas pela pena de morte dos aiatolás. "Cruze esta linha" era o título do livro. Achei interessante suas crônicas sobre rock 'n' roll. Lembrei, então, que nunca sequer folheara "Versos Satânicos" e mais ainda, que a Companhia das Letras lançara uma edição de bolso da obra, daí porque fui parar prateleira giratória e achado Ruy.

***

Ruy Castro escreve tão bem que não dá pra parar a leitura. Comprei o livro ontem à noitinha, comecei a ler ontem mesmo. Varrei a madrugada e, no trajeto do ônibus para o jornal, completei 102 páginas, pelo ritmo que vou termino de ler este final de semana.

***

Hoje no ônibus, um velhinho, no banco de trás cantava. "Bandeira branca, amor". Depois, outros três sambinhas cuja melodia e letra eu jamais ouvira.



Escrito por Astier Basílio às 08h32
[] [envie esta mensagem
] []





não somos cachorros não

Waldick Soriano morreu. Não seria nenhum pouco simpático especular que a macheza dele, simbolizada no chapéu de faroeste e na "cara de herege" com a qual se tornou conhecido todos esses anos tenha sido a causa.

Morreu vítima de câncer de próstata, detectado quando a doença estava em estágio avançado há dois anos. Soriano tinha 76 anos, descobriu a doença aos 74. Não tenho dados, mas infiro que o cantor não deva ter feito o inglório exame do toque, nada abonador a um machão da estirpe dele.

Vi o vídeo com a matéria do Bom Dia pela internet. Em um dos momentos, Waldick esbraveja: proibi a imprensa de me chamar de brega e de cafona e de dizer besteiras ao meu respeito.

Lembro que entrevistei Roberto Müller. "Não sou brega, sou romântico". Por que não gostam do termo "brega", que só agora, depois que o povão deixou de consumir e que virou grife entre jovens de classe média? Voltando ao Müller. Eu o entrevistei num hotelzinho vagabundo do centro. Quando uma pessoa o reconheceu e disse, "ah, é aquele brega", Müller me olhou, os olhos só mágoa, "tá vendo? 'Aquele brega', não tem jeito não".

Talvez a razão por não gostar do termo brega seja a mesma da minha mãe não ouvir mais as músicas daquele tempo, a trilha sonora de uma vida nada fácil que ela e meu pai levavam em Patos, nos anos 1970, no bairro da Vitória. Se hoje é chique evocar os hits de Amado Batista, Odair José, Núbia Lafaiette, a referência a pobreza ainda é subliminar aos mais velhos, e ser associado a pobre não é bom.

Lembro do músico popular Geraldo Idalino, tocador de rabeca, já falecido. A turma que curtia o manguebeat e que andava com ele insistia que seu Idalino adotasse o nome de Geraldo da Rabeca. Mas, o velho insistia em se autonomear: "Um violino no forró". Uma vez eu perguntei a ele, "por que é que o senhor não assume a rabeca". A resposta foi a seguinte: "Eu não posso rebaixar o título que a Chantecler me deu, de 'Violino no Forró' " 



Escrito por Astier Basílio às 10h35
[] [envie esta mensagem
] []





Road to Cairo

Gosto muito quando o Guzik liga o celular da memória e filma trechinhos da realidade.

Os posts do Guzik renderiam roteiros para curtas, cenas, minicontos. Mas o objetivo dele é outro. Laboratório pro romance.

Ontem eu estava no ponto do ônibus e apertei o "play" quando dois caras, na faixa dos 16 para 18 anos (tô imitando o Guzik heheheh). Um mais gordo, casaco azul, camisa preta por dentro; o outro, mais magro, boné. Ambos de bermuda. Não esperavam pelo ônibus, pude saber depois. Pararam ali para por as conversas em dia. Notei que eram evangélicos.

O gordinho. Parecia um rapper. Só que sem trejeitos. Tinha uma forma incisiva ao falar (um Mano Brow em slow). "Aí ela chegou pra mim e disse: 'Ei, que cruz é essa?'. Aí eu respondi: Filha, você está vendo alguém nessa cruz? (ele fica em silêncio, dando à pausa um tom dramático de constatação do erro por parte dela). Pois é. Se não tem ninguém quer dizer o quê? Quer dizer que Ele ressuscitou não é? Aí ela ficou calada. O pessoal já vem com um julgamento, sabe?

O magro ouviu tudo calado. Foi ele quem pôs fim ao papo, com um sorriso. "O que é que a gente está fazendo aqui, hem?".

 



Escrito por Astier Basílio às 01h47
[] [envie esta mensagem
] []





ECLESIASTE

É o livro da Bíblia favorito de muita gente, Machado de Assis inclusive.

Não é o meu preferido. Se bem que não haja um livro com o qual me afeiçoe.

Gosto de passagens do Velho - "Moisés tira as sandálias dos teus pés pois o lugar em que pisas é terra santa"- e do Novo Testamentos, alguns trechos eu os utilizo em minha vida como "os alimentos foram feitos para o corpo e não o contrário" e "de tudo retende o que for bom", ambos máximas proferidas pelo Apóstolo Paulo.

Mas o Eclesiaste diz que há tempo pra tudo, tempo para abraçar e tempo para deixar de estar abraçado. Pois, dei um tempo. Algo em torno de duas semanas sem ler e sem escrever nada. Estou retornando agora.

Há tempo pra tudo.



Escrito por Astier Basílio às 22h19
[] [envie esta mensagem
] []





Sarapalha em Sampa

Não vou postar mais poemas aqui. Quando comecei, meus blogs eram só de poemas. Houve duas experiências das quais os endereços eram exercícios para a confecção de livros. Com esse blog quase não publico poemas meus e quando faço ninguém comenta. Enfim, o espaço aqui é outro. Quem se interessar por ler alguma coisa minha em poesia pode encontrar em Eu Sou Mais Veneno Que Paisagem, Sem Fio, aliás, este último é um livro que eu não conclui.

Vendo a belíssima foto da minha querida Lenise dos meus amigos Nanego e Everaldo resolvi encerrar os poemas por aqui com um que fiz especialmente para o Vau e que foi publicado em uma antologia do Rinaldo Fernandes

Sara)(palha

silêncio. Passopretos. Fios farpados de febre

ao invés de veias pavios desenterrados em transe

noves fora o mundo número primo abaixo de zero

vestido de uma miragem faísca a mulher o dentro

a dança de veneno e cobra derramando uma cerca

o ar entre tremores cacos de vidro e pés descalços

Silêncio. Passopretos. Fios farpados de febre

 



Escrito por Astier Basílio às 22h00
[] [envie esta mensagem
] []





ENTREVISTA

Meu amigo Fabrício me mandou um e-mail de um cara que tinha listado entrevistas de escritores.

Ao todo 11. Quase um time de futebol.

Ele sabe que eu detesto entrevista com escritor.

Explico. Desde que comecei a escrever, meus olhos brilhavam quando eu

via algum escritor na televisão. Nos jornais, revistas. Lia, ouvia e via tudo.

Só que depois de um tempo comecei a me cansar.

O que aconteceu? Seguinte: uns diziam que o legal era escrever

com sofrimento, que o escritor tinha que sofrer e tal.

Depois, vinha outro e dizia que o bom era escrever fluido, direto.

Aí outro dizia que o legal era reescrever.

Cada um era uma direção. Aí percebi que não havia receita.

Que no mais das vezes o que ocorria era subjetivismo elevado

a condição de verdade.

Outra coisa que me faz, em geral, não gostar de entrevistas de escritores:

se diz quase sempre a mesma coisa. Que escrever é solitário, doloroso.

Melhor do que ouvir escritor é ler o que eles escrevem.

 



Escrito por Astier Basílio às 11h12
[] [envie esta mensagem
] []





PATRÍCIA POETA

Lembro de umas crônicas do Veríssimo sobre a Patrícia Poeta.

Isso no tempo em que ela era a mocinha do tempo, vocês lembram, né?

De lá pra cá ela casou com um alto diretor da Globo.

Não vou dizer que foi só por isso que ela se tornou correspondente em NY

e, depois,apresentadora do Fantástico, com direito a fazer algumas entrevistas.

Entrevistas, estas, das mais sofríveis.

Lembram da entrevista com o Ronaldinho? Na época lembro que até

adaptei um provérbio: "A Patrícia calada é um poeta".

O rosto dela no Fantástico é o sintoma de que as coisas não vão bem

na revista da semana que se tornou uma balzaca de 35 anos

e está a cada domingo perdendo o charme.

 



Escrito por Astier Basílio às 09h35
[] [envie esta mensagem
] []





ABRE A PORTA QUE EU VOU PITAR LÁ FORA

Sabe aquela hora que tem que parar. Tô sentindo que tenho que fazer isso.

Parei a leitura de uns livros, de escrever algumas coisas que estavam sempre por fazer.

Os filmes da semana também não os acompanhei.

Ficar em silêncio, lá onde nasce a microfonia.

Em silêncio até chegar no sol do não dizer nada.

Na luz feita de todas as falas que teimam em ser noite o tempo todo



Escrito por Astier Basílio às 00h20
[] [envie esta mensagem
] []





Matéria minha na revista Continente, sobre o Coletivo Lapada;

crítica minha na revista Bacante;

Ontem, meu amigo Márcio Marciano

me presenteou com o livro com as peças do Latão.

Comecei a ler ontem mesmo e quase terminei

o "Nome do Sujeito".

***

Hoje é o último dia da Mostra.

O formato competitivo, pra cena local, não creio

que seja nocivo ainda.

O ideal é fomentar mais ainda, os debates,

as discussões e os seminários.

Ontem fui ver o espetáculo "Ciclos".

Não gostei. Era um espetáculo de dança,

mas a coreografia não existia. Enfim.

***

Continuo esbarrando no molambo

da última flor de lácio.



Escrito por Astier Basílio às 09h22
[] [envie esta mensagem
] []





OS PONTEIROS PASSAM ENTRE

tratamento dentário;

adiantamento de matérias;

oficina de cenário;

espetáculos da mostra,

além de livros pra arrumar e ler,

textos para fazer

e a tarefa nada poética

de lutar pela sobrevivência.

 



Escrito por Astier Basílio às 23h20
[] [envie esta mensagem
] []





CRUEL

prólogo

linear e absurdo. Sobre
os ombros do escombro. Nome
do não dito. Ferimento. Hoje
entre corpos. Cantava e coube

abismo  pendurado  em corte:
o coração, víscera, overdose
de opções. Ou não ir. Envolve
e não tem fio. Deborah Colker.

Primeiro ato

O amor de que se fala
é uma figura simulacra
o desenho da chama,
tatuagem do que falta

fantasias de fantasmas
se rasgam, se alastram
não salpica e sangra
Amor é dançar entre facas


Segundo ato

o jogo? Desigual e mesmo.
Amar é recuperar infernos
e duplicar o que é menos.
É ter parte com o que perdemos

É doer em dois, erros e Eros,
e suportar a repetição no espelho

 



Escrito por Astier Basílio às 00h11
[] [envie esta mensagem
] []





TÁ VIRANDO CASA DE MÃE JOANA

Guzik, muito grato pelo contato do Moreno.

Ele me falou que eu deveria escrever direto no blog.

Que o problema do alargamento do template se

deu devido a importação de outros programas, de copiar

e colar texto do word, coisa que eu sempre fazia.

Recomendou que eu, se fosse preciso, utilizasse

o bloco de notas.

Eu não queria de jeito nenhum mudar daqui.

Bom, então vou desativar aquele outro, embora

 seja do blogspot, que é muito legal, mas que

não estava me agradando. Ou seja, estou de volta.



Escrito por Astier Basílio às 00h06
[] [envie esta mensagem
] []





MUDANDO DE ENDEREÇO

Amigos, infelizmente não aguento mais

a formatação ridícula que o uol está

dando ao meu blog.

Estou em endereço novo.

Um dia, quando a Uol melhorar,

quem sabe retorno a este blog.

Estou a partir de agora em http://porfavordesliguemseuscelulares.blospot.com

Infelizmente, o nome deste blog aqui do zip

já foi pirateado.



Escrito por Astier Basílio às 22h14
[] [envie esta mensagem
] []





MOSTRA ESTADUAL - PRIMEIRO DIA

            Não vi todos os espetáculos da Mostra Estadual.

            Cheguei para ver apenas o último espetáculo da noite, o de Daniel Araújo, “Os malefícios do fumo”, peça de Tchekhov.

            Me disseram que “Corpo a Corpo”, a peça anterior, era sobre a vida de Arrabal e que eram dois atores em cena, mas que deles fazia uma espécie de estátua humana, depois inventou de falar. Enfim, não vi, mas todo mundo achou o ó.

            Sobre o monólogo de Daniel, devo escrever pra Bacante. Adianto que em texto enviado aos jornais, o próprio ator diz que se inspirou em Ariano Suassuna para composição do velho conferencista. Isso fez com que em alguns momentos a atuação soasse como imitação e quem perdeu foi o personagem que se empobreceu muito.

            Acho que não vou ver “Auto de Angicos” hoje.

            Melhor ficar lá na Mostra, mesmo que eu já tenha visto quase todos os espetáculos da noite. Enfim, daqui pra lá decido.

***

     Aniversário de Fabíola Morais.

 



Escrito por Astier Basílio às 10h56
[] [envie esta mensagem
] []





O COELHO VOLTOU!!!!

Gilmara Dias (www.gildosdias.blogspot.com) inspirada no post sobre o Capitão Wagner Hamlet. Quer saber como foi? Dá um pulo lá.

***

Estive ontem no Tome Poesia, Tome Prosa, lá no Sagarana. Poderia ter ficado na sugestão do título do projeto, mas inventei de tomar, como diz papai, “umas águas sujas”, acordei morrendo hoje de madrugada. Ainda bem que tinha um remedinho azul, com líquido branco.

O homenageado foi Sérgio de Castro Pinto.

Bar de praia tem dessas coisas. É tudo com preço de turista. Desde que o Parahyba Café fechou que não tivemos o “nosso bar”. É como falou Ronaldo Monte, “um bar que a gente conheça o dono e pendure as contas”.

***


Fui ver a mostra de cinema alemão no Estação Ciência. Apesar da beleza do local com projeto do Niemeyer, prefiria a paisagem ao concreto e o estação em outro lugar. Fui ver “Yella”. O que achei do filme? Simplesmente, o longa vai do nada pro lugar nenhum.

Tomara que hoje apareça algo melhor.

***

Eu já estava pensando em escrever um poeminha, tipo o que Drummond fez pra os militares libertarem Nara Leão. O poema iria ser pra o Coelho voltar, mas eis que o blog http://namoita.zip.net voltou ao normal. E olha só o que o Coelho escreveu, no comentário do último post: “

Meus Súditos! Voltei! Não sabia que havia viciados. Para falar a verdade, nem me toquei que estava fora do ar. Um mistério técnico. Mas não ia regular a mixaria. Vai lá, poupa o psicanalista, e me deixa recado para eu saber que eu estou sendo lido.



Escrito por Astier Basílio às 14h32
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]